terça-feira, 11 de novembro de 2008

Águas turvas

Turvas águas, águas turvas,
não puxes ninguem prá teu leito escuro
aplaca tua ira... não vês que amarguro?

turvas águas, águas turvas...

Devolve a salvo ao que engoles sem dó
consente que viva quem já está só

Turvas águas, águas turvas

És água revolta em tal rio ferino
e escoas tuas dores em mar cristalino

Turvas águas, águas turvas

Lamento teu choro, mas peço-te que o soltes
que aquele a quem amo, enfim, à mim volte

turvas águas, águas turvas...

Teus braços de rios sempre assim tão frios
vai tudo arrastando em teu desvario
prescrutam e sondam quem contigo levas
mas no caso dele, te peço, releva!

Não o queiras ter em teu leito de queixas!

afrouxa teus braços

como num cansaço

para que ele escape

e volte à...

Luz.

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