Turvas águas, águas turvas,
não puxes ninguem prá teu leito escuro
aplaca tua ira... não vês que amarguro?
turvas águas, águas turvas...
Devolve a salvo ao que engoles sem dó
consente que viva quem já está só
Turvas águas, águas turvas
És água revolta em tal rio ferino
e escoas tuas dores em mar cristalino
Turvas águas, águas turvas
Lamento teu choro, mas peço-te que o soltes
que aquele a quem amo, enfim, à mim volte
turvas águas, águas turvas...
Teus braços de rios sempre assim tão frios
vai tudo arrastando em teu desvario
prescrutam e sondam quem contigo levas
mas no caso dele, te peço, releva!
Não o queiras ter em teu leito de queixas!
afrouxa teus braços
como num cansaço
para que ele escape
e volte à...
Luz.
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